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Vinícius Squinelo

26 de Agosto: Após dois anos, Campo Grande lamenta volta de Bernal e tenta esquecimento

Este ano “comemora-se” dois anos da Operação Coffee Break

26 AGO 2017 Diana Christie e Vinícius Squinelo 00h00min

No aniversário da Capital, outra história também marca Campo Grande. Este ano “comemora-se” dois anos da Operação Coffee Break que “marcou” o ano de 2015 quando, nas vésperas do 26 de agosto, o que parecia inimaginável na época aconteceu: Alcides Bernal voltou ao poder. A data é lembrada com cobranças pelos partidários de Bernal, que reclama que “nada aconteceu”, sempre colocando a “culpa” na Justiça.

Exemplo

Entre os que relembram a data está o advogado Wilton Edgar Acosta, que foi do governo do pepista e guarda, digamos, certa mágoa. Certa não, grande, já que, segundo ele, tudo aconteceu logo depois de sua exoneração ter sido exigida por vereadores. Mesmo anos depois, a mágoa não passou e o advogado se prende a um passado alegre (só pra ele e Bernal): ‘os inimigos choraval’, brada.

Sigilo de Orelha

O processo da Coffee Break tem dezenas de milhares de páginas e continua naqueles passinhos de tartaruga. E mais, em sigilo judicial. No fim, a montanha pariu um rato e o caso aos poucos vai caindo no esquecimento.

Ficaram as marcas

Com ou sem Coffee Break, Bernal e seu vice, Gilmar Olarte, deixaram uma herança daquelas para Marquinhos Trad. Ruas esburacadas, projetos parados, saúde em colapso, cofre vazio... Agora a população torce pra esquecer esses trágicos quatro anos.

Terrorismo

Para garantir a aprovação da reforma da Previdência, o governo ameaça implantar medidas mais duras aos trabalhadores em caso de rejeição do projeto. Entre elas, está o aumento da taxação de profissionais liberais e a exclusão da contribuição previdenciária do Supersimples, além da elevação da alíquota do MEI - Microempreendedor Individual de 5% para 11% do salário mínimo e o fim da desoneração da folha de pagamento para o setor rural.

E o salário, oh?!

Na linha de frente, está, claro, o deputado federal Carlos Marun (PMDB). “Se não botar para votar a reforma da Previdência, depois de concluída a votação da reforma política, eu tenho certeza de que medidas mais duras deverão ser adotadas, agora ou no futuro”, declarou em entrevista no Congresso Nacional. É o tal de se correr o bicho pega, se ficar o bicho come.

Representados

Pelo menos os produtores rurais terão uma luz no fim do túnel. A deputada Tereza Cristina (PSB) será a relatora da Comissão Mista da Medida Provisória 793/17, que permite a renegociação dos débitos dos produtores rurais com o Funrural (Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural). Ela deverá analisar proposta de redução no valor da entrada de 4% para 1% e a extensão do prazo para a adesão ao programa de 29 de setembro para 29 de dezembro. Representante da bancada rural de MS, o texto deve ser aprovado sem muitos problemas pela relatora.

nando viana

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