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Vinícius Squinelo

De malas prontas, deputado adia troca de partido após aprovação de cláusula de barreira

Proposta em tramitação no Congresso Nacional impede funcionamento de partidos com muito poucos votos

9 SET 2017 Diana Christie, Airton Raes e Rodson Willyams 00h00min

De malas prontas para migrar para o PEN junto com o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC), o deputado estadual Coronel David (PSC) suspendeu momentaneamente a troca de legenda, após a Câmara dos Deputados aprovar a cláusula de barreira, impedindo o funcionamento e candidatura dos partidos que não atingirem porcentagem mínima de votos.

Soldado

O novo destino só será definido após o Congresso Nacional aprovar a reforma política. Caso a cláusula de barreira seja aprovada, David terá que mudar para um dos chamados “partidos grandes”, mas o parlamentar já avisou que vai mudar para a mesma sigla que Bolsonaro se filiar.

Pouco prestígio

Diferente do que aconteceu no dia do aniversário da Capital, os políticos não viram oportunidade de prestígio no desfile da Independência. Poucos compareceram e o palanque ficou até vazio em comparação ao 26 de agosto. Até mesmo os vereadores, que não perdem uma oportunidade de aparecer ao lado de autoridades de maior prestígio, foram em menor número. Entre os deputados estaduais, entre os 24 que compõem a Assembleia Legislativa, apenas Coronel Davi, Herculano Borges (PSD) e Cabo Almi (PT) estiveram presentes.

Lembrados

O grito dos excluídos, no entanto, não esqueceu dos deputados federais que não foram ao desfile. Em carro de som, os manifestantes gritavam em alto e bom som o nome de parlamentares como Tereza Cristina (PSB), Elizeu Dionísio (PSDB) e Geraldo Resende (PSDB), chamados de ‘traidores dos trabalhadores’. Carlos Marun (PMDB), como sempre, foi o “carro chefe” entre os vaiados, mesmo sem estar presente.

Mudanças

Após uma legislatura tumultuada, com denúncias de pedofilia, compra de votos e suspeitas de armação, os novos rostos da Câmara Municipal se destacam por uma maior serenidade – até agora – e aparente maior proximidade da população, com visitas a unidade de saúde, bairros e escolas. É possível dizer que é uma legislatura mais tecnológica também, com aplicativos e interação nas redes sociais. 

Na rede

Mas nenhum deles está imune a críticas. Por exemplo, imagem do vereador Chiquinho Telles (PSD) foi parar na página de humor ‘Passeando em Campo Grande’. Em tom crítico, os humoristas responsáveis pela página dizem que o parlamentar já está procurando outra profissão. Confira abaixo:

HMEDIC

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