COLUNA

Pelos Cotovelos

Redação TopMídiaNews

Enrolado até o pescoço na Lava Jato, reeleição é questão de sobrevivência para Vander

Deputado precisa manter o foro privilegiado para manter as investigações na alta cúpula Judiciária

4 MAR 2018 Diana Christie, Celso Bejarano, Liziane Berrocal e Vinícius Squinelo 23h00min

Enrolado até o pescoço nas investigações da Lava Jato, o deputado federal Vander Loubet (PT) tem uma motivação extra para se empenhar na campanha deste ano: manter o foro privilegiado. Enquanto mantiver o status de parlamentar, as investigações seguem na alta cúpula Judiciária e as chances de garantir um futuro tranquilo são maiores.

Na batalha

Pensando nisso, ele já estaria participando de reuniões e mais reuniões para garantir estrutura de campanha para o PT em Mato Grosso do Sul. Se for preciso, deve ajudar a alavancar Humberto Amaducci, pré-candidato ao Governo, para ter palanque eleitoral.

Apoio antigo

Difícil é garantir o patrocínio. Em um dos inquéritos, a Lava Jato revelou justamente um esquema de quitação de dívidas pessoais e de campanha de Vander. Três pessoas e duas empresas disseram que débitos abertos por ele e por sua mulher, de ao menos R$ 144 mil, foram cobertos pela Arbor, que fazia a contabilidade do doleiro Alberto Youssef. A denúncia foi feita pelo jornal Folha de S. Paulo.

Os cara$

Falando nisso, têm políticos que nem bom de votos são e andam falando grosso em determinadas reuniões políticas promovidas em regiões de fortes colégios eleitorais, principalmente em Campo Grande. Um deles tentou convencer um grupo de "investidores" de que, sem ajuda, ele conseguiria votos para eleger a si e mais um deputado estadual. Desconfiado, um dos chefes dos investidores, perguntou-lhe: então por que não ocupa nenhum cargo público até hoje?

Apertou I

A resposta não foi convincente. Disse que faltou dinheiro, enfim, não deu. Agora, garantindo um montão de votos, dito cujo estabeleceu um valor pra lá de caro e a "certeza" de vitória. Ainda não convenceu e os tais investidores ficaram de pensar.

Apertou II

Trocando em miúdos: o "bom de voto" quer mesmo um "arranjo financeiro". Em tempos passados isso seria possível, tranquilamente, o dinheiro era farto e a fiscalização, tranquila. Hoje, até bobo virou esperto.

Deixe seu Comentário

Leia Também