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Menina dos olhos na Assembleia, CCJR vira bomba-relógio em ano eleitoral

Sempre concorrida, este ano parlamentares estão evitando fazer parte e outros pedindo para sair

23 FEV 2018 Diana Christie, Airton Raes e Vinícius Squinelo 23h00min

Foto: Victor Chileno/ALMS

A Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) é conhecida por ser a mais concorrida da Assembleia Legislativa, sendo palco de disputas, brigas e acordos. Entretanto, este ano os parlamentares estão evitando fazer parte e outros pedindo para sair. O motivo é para evitar desgastes em ano eleitoral.

Tô fora

Protagonistas da briga pela presidência da CCJR no ano passado, os deputados Beto Pereira (PSDB) e Lídio Lopes (PEN) afirmaram que não querem disputar a presidência e anunciaram a saída da comissão que analisa a constitucionalidade de todos os projetos que passam pela Casa.

Um dos motivos que tornou a CCJR desinteressante este ano é o grande número de vetos do Governo, o que já virou uma grande celeuma e tem deslegitimado a comissão. Se um projeto vai ao plenário, significa que a CCJR considerou a proposta constitucional, mas se o Executivo veta, parece que eles não estão fazendo o próprio trabalho direito.

Ciumeira

É claro que alguém vai ter que assumir de qualquer forma. Beto Pereira, por exemplo, afirmou que não queria mais ser o líder do bloco partidário no inicio dos trabalhos legislativos, entretanto, acabou sendo reconduzido mesmo assim. Inclusive, o fato de ele acumular hoje a presidência regional do PSDB, a liderança da bancada e a presidência da CCJR tem deixado os parlamentares tucanos bastante insatisfeitos.

Em pauta

O vereador Carlão (PSB) protocolou um projeto que proíbe reposição de mercadorias nas gôndolas dos supermercados varejistas e ou atacadistas, em horário de atendimento ao público. “Imagina se ao repor caixas de enlatados ou outros produtos pesados, um destes objetos cair sobre um carrinho com um bebê, ou mesmo sobre um cliente adulto? Pode até matar! Daí a ideia da criação dessas normas”, disse.

Pimenta

Mas seria mesmo necessário? Uma sinalização da área não é suficiente? Vereador parece mais profeta da desgraça que legislador coerente. Se aprovada, a lei pode entrar na lista de medidas que, provavelmente, serão descumpridas, afinal comerciante não vai querer pagar hora extra, não é mesmo? Ou vai?

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