COLUNA

Top Pipoca com Pedroka

Pedro Martinez

O Rei do Show: musical nota 10...

Música na cabeça em 3, 2, 1

5 JAN 2018 11h49min

Hey leitores e leitoras,
Finalmente o Top Pipoca com Pedroka foi de novo ao cinema conferir O Rei do Show, que está em cartaz.

Primeiro é importante lembrar que esse é um musical, atualmente um pouco em decadência, mas pelo menos dois ao ano são feitos. Esse gênero foi febre na era de ouro (1920-1960) e é comparável a esses inúmeros filmes de herói de hoje que lotam as salas de cinema. E nesse quesito do gênero musical, O Rei do Show cumpre seu papel quase impecávelmente. Que bom que a indústria não desistiu deste gênero e o moderniza cada vez mais pra agradar nossos olhares.

- Conta logo a história, Pedroka!

Hugh Jackman sai da pele de super heróis brutamontes para encarnar P.T. Barnum: um filho de alfaiate pobre que fica órfão e come o pão que o diabo amassou mas consegue uma incrível ascensão na vida. Pra tornar-se bem sucedido ele faz de tudo, o possível e também o impossível.

Basimente ele cria, em pleno século 19, um negócio polêmico pra época: um circo com pessoas descritas como "exóticas", por assim dizer. Ou seja, temos anões, mulheres barbadas, gigantes, um homem todo tatuado, um homem peludo quase como um cão e por aí vai. O politicamente correto era inexistente, como você pode imaginar. Pensa então no alvoroço.

Assim o espetáculo inusitado dá grandes chances para pessoas esquecidas como Lettie (Keala Settle) a mulher barbada dona de uma voz linda de cantar, o pequeno polegar (Sam Humphrey) de trajar uma farda de general ostentadora cavalgando pelo picadeiro, dos gêmeos acrobatas negros W.D. e Anne (Zedaya) de pularem pra lá e pra cá no trapézio. E tem muito mais.

Mas como toda ideia nova existe grande repercussão sobre ela, principalmente as negativas. Assim hordas de pessoas começam a protestar em frente ao teatro para expulsar as chamadas "aberrações". Perturbam até chegar ao ponto de botar fogo na coisa toda. Porém Barnum não sossega até cumprir a promessa feita a esposa Charity (Michelle Williams), que abandonou a familia rica, de que venceria na vida. E o sucesso chegou rapidinho à sua porta.

E não é só os sonhos realizados que são o foco da história. Coloca em discussão temas até hoje ainda não resolvidos como tolerância e preconceito. Temos também romances proibidos, idealização da familia seja de sangue ou amizade, a aceitação e inclusão das diferenças e muita música, com peças pra lá de contagiantes.

Não dará pra não se deixar levar por canções como "This Is Me" e "Rewrite The Stars" que nos ganham o imaginário e devem ser muito lembradas no Oscar, com algumas delas até saindo vencedoras do grande prêmio. Não só essas duas mas todas as canções de Benj Pasek e Justin Paul dão conta do recado. Tudo é muito vibrante.

Tudo bem que todos esses comentários te parecem céticos demais, como se tudo na vida fosse lindo e fácil de ser conquistado. Mas é pra isso que o filme vem: pra te dar duas horas de inspiração sem sofrimento, pra te fazer acreditar de verdade. Muitas dirão que não se aproxima das questões fervorosas e dignas de discussão mas é essa mesmo a mensagem. Tudo é tratado de forma leve e apenas pincelando os dilemas morais. Mas tal simplicidade é perdoada pelo grande entusiasmo que a obra trás. A proposta é entreter, tal qual como o protagonista Barnum.

O Rei do Show é recheado de boas ideias e bons sentimentos. Cativa, emociona e empolga. Ele te pega pela mão e o faz refém o tempo todo. É assim um musical feito pro grande público. Dono de uma energia apaixonante ele o desafiará a renegá-lo porém ninguém quererá desempenhar esse papel. Acredite!

5 pipocas!


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