COLUNA

Pelos Cotovelos

Vinícius Squinelo

Participação de secretário e conselheiros em congressos vai custar R$ 74 mil para prefeitura

Isso só da pasta de assistência social. A Agetec prevê gastos de até R$ 33 mil com o serviço de agenciamento de viagens

30 AGO 2017 Diana Christie e Vinícius Squinelo 00h00min

Não está fácil não. As viagens do secretário de Assistência Social, José Mário Antunes da Silva, servidores públicos e conselheiros da Comissão Intergestores Tripartite para congressos, reuniões do Conselho Nacional de Assistência Social e outros, deve custar R$ 74 mil aos cofres da prefeitura de Campo Grande. O contrato foi celebrado pelo município com a empresa Condor Turismo EIRELI – EPP em 24 de agosto e tem validade de 12 meses.

Mais dinheiro

Isso só da pasta de assistência social. A Agetec (Agência Municipal de Tecnologia da Informação e Inovação) prevê gastos de até R$ 33.601,62 com o serviço de agenciamento de viagens. A vencedora da licitação, também neste caso, foi a Condor Turismo.

Surpresa

Os vereadores Cida Amaral (Podemos) e Valdir Gomes (PP) fizeram uma ‘batida’ no Terminal Rodoviário de Campo Grande, para saber se os idosos estão sendo contemplados com a gratuidade da passagem de ônibus. A visita surpresa no local ocorreu após denúncias de aposentados que não conseguiram o benefício.

Só no papel

Como já era esperado, as empresas até cumprem a Lei, mas colocam tantas dificuldades para conceder as passagens que fica mais ‘barato’ pagar o valor integral da viagem. Conforme a assessoria dos parlamentares, as empresas orientam os idosos a fazer a reserva de 30 a 60 dias antes, mas quem já tentou só encontrou decepção. Entre os idosos que os vereadores conversaram, apenas um conseguiu viajar gratuitamente e ainda nem pode escolher a data. Uma vergonha só!

Chacoalhando o tapete

A terça-feira (29) foi de grande correria na sede do Detran/MS (Departamento Estadual de Trânsito) com a ‘batida’ do Gaeco, que culminou na prisão do ex-deputado Ary Rigo e a condução coercitiva do diretor-presidente do órgão, Gerson Claro, entre outros. Na mira os contratos entre empresas de informática e o Poder Público, mas o que a população queria mesmo era um limpa na instituição, que há anos é alvo das mais inúmeras denúncias.

Listão

Só para citar algumas das situações suspeitas envolvendo o Detran/MS, podemos lembrar da insatisfação dos servidores que viram o local se transformar em um ‘cabide de empregos’ de familiares dos chefões da instituição. Têm também os gastos pra lá de suspeitos de R$ 3,8 milhões com a locação de tendas e banheiros químicos. Isso sem falar que, mesmo com orçamento milionário, o asfalto da sede, onde os alunos fazem aulas para garantir a CNH, está detonado. Isso porque nem vamos citar as denúncias de fraudes e direcionamentos em licitações...

nando viana

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