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Redação TopMídiaNews

Quase quatro anos depois, Coffee Break enfrenta ‘começo do fim’ no Judiciário

Rejeição da denúncia contra o deputado Paulo Siufi dá o tom do que vem por aí

22 FEV 2018 Diana Christie, Airton Raes, Rodson Willyams e Vinícius Squinelo 23h00min

Foto: Wesley Ortiz/Arquivo

A montanha pariu um rato. Assim pode ser descrito o resultado da Operação Coffee Break, que investigou suposto esquema de corrupção para cassar o ex-prefeito Alcides Bernal (PP). A iminente rejeição da denúncia contra o deputado estadual Paulo Siufi (MDB) dá o tom do que vem por aí e as chances da denúncia vingar em 1ª instância são mínimas. Mais que isso, se passar pelo juiz, acaba sendo barrada no órgão colegiado e ponto final.

Entrou água

Entre todas as coisas que podem dar errado, já não bastasse o fracasso na primeira batalha importante no Judiciário, o MPE (Ministério Público Estadual) pode acabar desmoralizado se comprovadas denúncias de suposta “manipulação” e “indução” do processo da Operação Coffee Break para que Bernal pudesse retornar ao cargo. De acordo com a denúncia, as testemunhas que depuseram a favor do pepista e contrárias ao ex-prefeito Gilmar Olarte foram contratadas pela prefeitura, de forma terceirizada pela Omep e Seleta.

Mico I

E falando em Coffee Break, durante a sessão legislativa desta quinta-feira (22), Paulo Siufi recebeu os parabéns do deputado estadual Paulo Corrêa (PR) pelos votos favoráveis de desembargadores que preferem o arquivamento da denúncia.

Mico II

O deputado estadual João Grandão (PT) passou logo em seguida e Paulo Siufi pegou, à força, na mão do parlamentar. “Já sei. O senhor também quer me dar os parabéns”, disse Siufi. Grandão ficou sem reação, mas o emedebista, para remediar, completou: “me dar o parabéns adiantado. Meu aniversario é semana que vem”, brincou.

Clima tenso I

Reunião do PP que aconteceria na terça-feira (20) foi desmarcada de última hora deixando vereadores apreensivos. Presidente regional do partido, Alcides Bernal não justificou o motivo e nem informou se haveria uma nova data, o que irritou alguns vereadores como Dharleng Campos.

Clima tenso II

Ela queria colocar um ponto final na crise existente dentro do partido e ajudar a traçar os rumos políticos do PP, mas não sabe quando o tema será colocado em discussão. Enquanto isso, os vereadores ficam em uma sinuca de bico: são orientados a votar contra o prefeito Marquinhos Trad (PSD), mas não querem – ou pretendem - deixar a base aliada.

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