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Redação TopMídiaNews

Sem reforma da Previdência, conselheiros devem esticar carreira no TCE/MS e frustram postulantes

Possibilidade de vaga era pequena, mas já animava bastidores políticos

2 MAR 2018 Diana Christie, Airton Raes e Vinícius Squinelo 23h00min

Como bolha de sabão, o sonho de alguns políticos de ocupar uma cadeira no TCE/MS (Tribunal de Contas do Estado) se esvaneceu juntamente com a derrota da reforma da Previdência, que não poderá ser votada por causa da intervenção militar no Rio de Janeiro.

Cadeira cativa

Em teoria, uma vaga seria aberta com a aposentadoria do presidente do TCE/MS, conselheiro Waldir Neves. Ele faria o pedido para que pudesse ficar com a aposentadoria integral, antes da aprovação da reforma da Previdência, que extinguiria o benefício. Mas o Governo Federal desistiu de pauta, sem previsão de discutir o assunto novamente, e Neves ainda tem mais 24 anos como conselheiro antes de se aposentar compulsoriamente.

Murchou

Com isso, o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) tem uma desculpa para não cumprir com a promessa de uma vaga e mantém a predominância tucana dentro da Corte Fiscal. Ele teria garantido a indicação do presidente da Assembleia Legislativa, Junior Mochi (MDB), em agradecimento aos serviços prestados durante o governo. Mas, sem vaga, não há muito o que fazer.

Consequências

Para o governo tucano, isso é bom, afinal a escolha de Mochi para o cargo fortaleceria o ex-governador André Puccinelli (MDB) dentro do TCE/MS. Ainda mais às vésperas da eleição...

Complicado

Apesar das especulações de que o conselheiro Flávio Kayatt irá pedir aposentadoria por motivo de doença, servidores ligados ao jurídico da Corte Fiscal destacaram que seria um risco muito grande para ele. De imediato, o TCE/MS poderia conceder aposentadoria integral por motivo de doença para Kayatt. Entretanto, existe a possibilidade, muito grande, de o ato ser cassado posteriormente, principalmente por ações dos próprios auditores do Tribunal.

Estrela

O vereador Ayrton Araújo (PT) andou celebrando o número do partido durante expediente na Câmara Municipal. Chamou a atenção, nesta semana, o total de indicações para os bairros: 13! A coincidência com o número da sigla não passou despercebida pela assessoria do parlamentar, que aproveitou o gancho! Bem explorado!

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