Salineiro ganha apoio em Aquidauana e vereador dispara: manifestação se faz nas urnas

Parlamentar da Capital sugerir 'descer o cacete' em manifestantes que fecharem rodovias

10 MAR 2018Bruna Vasconcelos18h05min
Edinho Grance é contra protestos que bloqueiam as rodoviasFoto: Arquivo TopMídiaNews

A polêmica declaração do policial federal e vereador de Campo Grande, André Salineiro (PSDB), na última terça-feira (6), durante sessão plenária, dividiu opiniões entre os vereadores aquidauanenses. Na ocasião, Salineiro sugeriu ‘descer o cacete’ em índios que fecharem a rodovia durante protestos.

O vereador de Aquidauana Edinho Grance também concorda que obstruir vias de acesso não é a melhor opção para reivindicar por algo. De acordo com Grance, quando os índios bloqueiam uma rodovia, os minutos perdidos podem ser fatais em casos de vida ou morte.

“Concordo em partes porque sou contra qualquer manifestação que atrapalhe o direito do cidadão de ir e vir. Fazer manifestação trancando sou totalmente contra porque, se vir trancar essa BR-262, onde todos os dias os universitários se deslocam pra ir pra Campo Grande, é muito constrangedor. E também tem a questão da saúde. Se tiver alguma ambulância levando algum paciente, por mais que liberem, passa por todo o transtorno. Esse transtorno pode levar minutos e pode resultar em óbito.”

Ainda conforme a opinião do vereador, o momento de fazer manifestação e protesto é durante as eleições, quando a população tem o poder de reivindicar os problemas.

“A melhor data pra se fazer a revolta é de 2 em 2 anos, nas eleições. O povo não faz. Aí quer trancar estrada? No dia da eleição tem que dar o voto certo, não tem que ficar vendendo voto que aí, o voto sai caro. Tanto na esfera estadual, quanto federal.”

Youssef Saliba, também vereador do Portal do Pantanal, faz questão de frisar que é totalmente a favor dos indígenas. Ao contrário de Grance, Saliba acha justo que os índios façam manifestações por melhorias nas aldeias.

“Como meu colega aí falou (que tem doentes), mas imagina você lá na aldeia desses caras. Gente doente, não tem ambulância, não tem atendimento, não tem uma escola adequada. Eu estou dizendo isso porque tenho acompanhado o sofrimento. Ninguém é santo, existe sofrimento na cidade também, mas eles estão lá na área rural, lá no fundão. O apoio é quase zero. Muitas vezes, para o cara ser ouvido, colocar a proposta na mesa, precisa disso.”

dedo de moca

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