População invade Câmara, tumultua sessão e vereador chama manifestante de 'elemento'

Polícia Militar precisou ser chamada para acalmar os ânimos

13 SET 2017Bruna Vasconcelos15h11min
Presidente da Câmara solicitou que PM retirasse manifestante que usava chinelo de dedoFoto: Gesiane Medeiros

Os ladarenses invadiram a Câmara Municipal pedindo o fim do processo movido pelo legislativo contra o prefeito Carlos Ruso (PSDB). Os moradores seguravam cartazes de protestos e gritavam palavras de ordens. Foi necessária a intervenção da Polícia Militar para acalmar os ânimos, após um manifestante ser chamado de “elemento” pelo presidente da Casa de Leis, Fábio Peixoto de Araújo Gomes.

A Sessão Ordinária iniciou com atraso e tumultuada, às 19h desta segunda-feira (11), e teve fim logo após a leitura da ata. Os protestantes, maioria servidores municipais, solicitaram que o processo movido pela Câmara para investigar Carlos Ruso de suporta prática de nepotismo seja encerrado. Ruso está sendo investigado após um morador protocolar na Casa de Leis a denúncia de que o prefeito estaria infringindo a Súmula Vinculante, que aborda a prática de nepotismo. Ele acusa o parlamentar de ter parentesco com  Antoninha Guimarães, diretora-presidente da Fundação de Cultura e Rodrigo Arruda, chefe da assessoria de comunicação da prefeitura, ambos já exonerados.

Visivelmente alterado, o presidente da Câmara, Fábio Peixoto de Araújo Gomes (PTB), pediu para que um servidor municipal se retirasse do local por entender que o cidadão estava com vestimenta inadequada, no caso bermuda e chinelo de dedo. A Polícia Militar foi chamada para dialogar com o servidor, que se negou a sair da Câmara alegando que os vereadores também estavam infringindo o regimento interno, pois não vestiam terno e gravata. 

Após o tumulto, os vereadores não aguentaram a pressão popular e encerraram a sessão antes do previsto. O presidente, fora do controle, chegou a dialogar com o manifestante de bermuda, referindo-se a ele como “elemento”. Fábio ainda ameaçou os demais servidores e afirmou que iria abrir um boletim de ocorrência contra quem tumultuasse o local.

Os vereadores saíram rapidamente da Câmara e, na porta,  Peixoto continuou as agressões verbais contra os populares que gritavam em coro: “vergonha, casa sem vergonha”, se referindo à atuação dos edis, que ‘não estariam deixando Carlos Ruso trabalhar pelo município’.

Carlos Ruso poderá ter o mandato cassado caso o presidente da Casa de Leis assim entender necessário, quando concluir o julgamento. 

HMEDIC

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