Para ser companheiro da avó, jovem conheceu a dança e hoje comanda companhia na Capital

Professor e coreógrafo entrou na dança após perder o avô

29 MAI 2017Kerolyn Araújo16h43min
Foto: Wesley Ortiz

O desejo de ser companheiro de dança da avó depois que o avô faleceu, fez com que Raphael Carnevali Mesquita, 25 anos, se apaixonasse pela dança. Hoje, o professor e coreógrafo, além de dar aulas, também comanda uma companhia de dança.

Confira a entrevista:

TopMídiaNews: Com quantos anos você começou a dançar e como a dança entrou na sua vida?

Raphael: Eu comecei na dança há quase 10 anos. Quando meu avô morreu, minha avó precisava de um parceiro para continuar com as aulas de dança dela. Como eu já fazia um pouco de aula no colégio, resolvi entrar com ela e começamos a fazer as aulas.

TopMídiaNews: E qual o ritmo que você pratica?

Raphael: Eu pratico dança de salão brasileira, que é samba, forró e soltinho, mas também faço zouk, tango... tudo o que for relacionado a dança de salão eu treino. Mas o foco principal são os quatro.

TopMídiaNews: Você dá aulas de dança? Há quanto tempo?

Raphael: Sim. Como professor único, estou há dois anos. Mas já dei aulas em academias com outros professores com a supervisão.

TopMídiaNews: Você é formado na área?

Raphael: Sou estudante de economia e análise de sistemas, mas pretendo fazer graduação e pós em dança. Com a dança, tenho vários cursos de especialização feitos fora do Estado.

TopMídiaNews: Você já foi dançarino de um programa de televisão local. Como foi a experiência?

Raphael: Tudo o que a gente faz em relação a dança tem um retorno positivo, mas esse trabalho em específico foi muito bom porque foi onde eu tive um contato com a dança artística. A gente acaba prestando mais atenção em coisas que em uma dança de palco a gente acaba não prestando. Também tem a experiência com filmagem, como funciona o processo de gravação. Pra mim foi uma experiência bem ampla e válida.

TopMídiaNews: Você participa de alguma companhia de dança?

Raphael: Hoje em dia eu sou diretor e coreógrafo da Companhia Par. Ela é nova, completou um ano no início de maio.

TopMídiaNews: A companhia é composta por quantas pessoas? Onde são as apresentações?

Raphael: Hoje em dia somos em 23 integrantes. Como o grupo é novo, ainda não nos apresentamos em teatros e não fazemos espetáculos próprios. Estamos nos apresentando mais em pequenos eventos, como escolas, shoppings. Espetáculos e shows grandes está mais para o futuro.

TopMídiaNews: Há algum pré-requisito para quem quer entrar na Companhia?

Raphael: A Companhia Par é muito nova,  eu não tenho uma audição para dançarinos profissionais. Para entrar na minha companhia de dança, você não precisa saber dançar, ter conhecimento técnico e se a pessoa se encaixa nas regras do grupo, que é em relação a comprometimento, tempo, faltas e etc, e se ela tem realmente interesse de fazer da dança uma profissão. Quem tiver interesse pode entrar em contato pelo número (67) 99336-2772.

TopMídiaNews: Como é ser homem na dança? Existe preconceito?

Raphael: O preconceito existe sim. Além de dançarino de dança de salão, eu fiz ballet por dois anos. Preconceito sempre vai ter em muitas coisas na vida, a questão é como a gente lida com isso. O preconceito dentro da dança é algo que está diminuindo muito, porque muitos programas de televisão, como a Dança dos Famoso e dança social, que é de salão mais voltada para a recreação, tem ganhado muita força no Brasil. Então aquela coisa que 'homem de verdade não pode dançar' já está caindo bastante. Quando eu comecei, o preconceito era muito forte, mas como a minha vontade de dançar era bem maior do que isso, eu nunca dei muita importância e isso nunca me afetou.

TopMídiaNews: O que a dança significa na sua vida?

Raphael: A dança, além de ser a maior parte do meu dia, não modificou apenas o meu corpo na forma de aprender a dançar, mas ela mexe com a cabeça da pessoa, o jeito que passamos a ver as coisas, a forma com que o homem trata uma dama, porque tudo muda. A dança me modificou muito, a pessoa que eu era antes e a pessoa que eu sou hoje. Eu vejo que a cada ano que passa, as mudanças só aumentam. Quando uma pessoa busca a aprender a dançar, ela vai melhorar em todos os aspectos da vida dela. 

HMEDIC

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