Qualificação profissional e planejamento são infalíveis para empreendedor, avalia especialista

De encontro ao empreendedor, Sebrae está nos bairros e estimula crescimento do pequeno negócio na Capital

8 MAI 2017Amanda Amaral16h50min
Foto: Wesley Ortiz

Em tempos de altos índices de desemprego, o campo-grandense tem investido em sua capacidade empreendedora em negócios que começam pequenos, mas podem representar muito para a renda de uma família e a economia da Capital de Mato Grosso do Sul. Em entrevista ao TopMídiaNews, Henrique Correa, gerente regional do Sebrae Campo Grande, avalia o cenário dos pequenos empreendimentos, explica ações que informam e estimulam a economia – entre elas, ‘O bom do bairro é o pequeno negócio’ e a ‘Semana do Microempreendedor’ – e dá dicas para quem quer se destacar no mercado.

Confira a conversa a seguir:

O Sebrae tem ido cada vez mais de encontro ao empreendedor. Por que essa iniciativa se faz importante?

O objetivo principal dessa ação é fortalecer a presença da imagem do Sebrae nos bairros, na periferia. Você também poder dar experiência ao cliente, ver o relacionamento de compra que ele tem na sede da regional, mas no bairro que é mais distante. Levar esse atendimento ao empreendedor, ou pra quem quer ser empresário, é bastante importante essa oportunidade, porque facilita o contato. Muitas vezes, o Microempreendedor Individual (MEI) do bairro não tem tempo de se deslocar até a sede, então esse espaço de tempo com a van, com funcionários do Sebrae atendendo, facilita muito.

E quais são os principais serviços levados aos bairros?

Ele funciona assim, nós vamos atender cinco regiões e oito bairros até o fim do ano. Vamos presencialmente com a van, que está toda caracterizada sobre a campanha. Dentro dela, são feitos os atendimentos, com serviços prioritariamente para MEIs, formalização, regulamentação, alguma orientação que ele precise. Porque nessas localidades, são esses os focos principais, muitas vezes a pessoa até já tem um micronegócio na região, mas não se formalizou ainda, não tem CNPJ. Então, os serviços são uma extensão do que se faz na sede, com mais comodidade e rapidez.

O serviço começou há duas semanas, como tem sido e quais as ações que a complementam?

Foram atendidas pessoas acima do esperado, foram 80 atendimentos em uma semana. Para dois atendentes, esse é um volume bastante grande. Nós temos uma ação complementar também a van, que é o atendimento remoto, que são as ações através de ferramentas digitais. Isto é, o WhatsApp, um chat online, onde ele pode tirar dúvidas, além dos cursos à distância, onde a pessoa pode se capacitar sem sair de casa.

Essa é uma forma de dar continuidade a esse auxílio, assim como o Negócio a Negócio, programa que roda em paralelo há alguns anos, onde agentes de orientação empresarial visitam os empreendimentos. Proativamente, ele vai até o local e faz um diagnóstico para apontar o que há de certo e errado. São 28 agentes em Campo Grande, que somam um número de aproximadamente 15 mil atendimentos, que acontece também no interior de Mato Grosso do Sul.

Na avaliação do Sebrae, houve mudança de comportamento do empreendedor e potencial empreendedor, frente ao cenário econômico do país?

A mudança mais clara foi de que os empreendimentos estão sendo abertos muito mais pela necessidade. A pessoa fica sem opção e quer abrir um negócio, uma alternativa de renda. Mas aumentou muito também o número de pessoas que já tinham um negócio, e buscaram capacitação, melhorar sua posição frente à concorrência.

E qual a importância dessa capacitação?

Com esse aumento de empresas, quem se capacita tem maiores chances de se manter rentável. O bom gestor consegue manter suas contas em azul, se planejar, abrir um negócio não é tão fácil como alguns podem imaginar. Tem de haver planejamento e, nesse passo a passo a caminho do mercado, o Sebrae ajuda.

Temos uma orientação que é de colocar todos os indicadores do negócio no papel. Assim, a pessoa vê as variáveis e onde ela quer chegar, em longo prazo, fazendo uma estratégia que seja aplicada realmente. Algumas pessoas têm receio, acham que é complicado, mas por isso também é importante desmistificar esses passos, desmistificar o papel do Sebrae.

Qual o perfil do microempreendedor campo-grandense e o que ele representa para a economia do Estado?

O segmento da gastronomia é muito forte, porque a pessoa geralmente já tem algum tipo de vocação de casa, familiar. Mas não tem muita diferença do que é observado nacionalmente. 99% dos negócios em todo Brasil são os pequenos.

Serviço

Para saber mais sobre o programa ‘O bom do bairro é o pequeno negócio’ e conferir o cronograma de atendimentos, basta clicar aqui. Para mais detalhes sobre a ‘Semana do MEI’, que acontece entre 8 e 12 de maio na Praça Ary Coelho, clique aqui.

HMEDIC

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