Envolvidos em fraude de licitações já foram levados para IMOL

De lá, eles seguem para o presídio de Centro de Triagem de Campo Grande

9 MAR 2018Celso Bejarano e Rodson Williams11h31min

Já foram levados para o IMOL (Instituto de Medicina e Odontologia Legal) os quatro detidos na Polícia Federal, em Campo Grande, por envolvimento em organização criminosa por participação num esquema de fraude em licitações e superfaturamento de obras tocadas pelo governo de Mato Grosso do Sul. Lá, serão submetidos ao chamado exame de corpo de delito, depois conduzidos ao presídio de Centro de Triagem da Capital.

Por determinação do STF (Supremo Tribunal Federal), foram detidos o ex-deputado federal Edson Giroto, o empreiteiro João Amorim, o ex-deputado estadual Beto Mariano e ainda o engenheiro civil Flávio Henrique Garcia Scrocchio, que trabalhava para Proteco Engenharia, construtora de Amorim.

João Amorim era tido como um dos mais respeitados empreiteiros de MS. Ele vencia concorrências importantes e tinha trânsito livre no poder público. Investigações conduzidas pela PF revelaram que Amorim, quando fora de concorrências, cobrava propina das construtoras vencedora.

Os envolvidos iriam ser presos pela PF, no entanto, negociaram suas rendições e se entregara na manhã desta sexta-feira (9). Eles tinham sido presos em maio de 2016, durante a Lama Asfáltica, operação da PF que investigou a trama das fraudes e superfaturamentos ocorridos durante a gestão do ex-governador André Puccinelli, do MDB.

Por força de liminar, conquistaram a liberdade. Agora, o STF derrubou a medida e determinou as prisões.

 

 

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