Tentou comprar? Deputados contrários a Michel Temer foram os que mais receberam verba em MS

Três parlamentares votaram contra o presidente nos dois pedidos de investigação

11 JAN 2018Airton Raes07h00min
Foto: André de Abreu

O presidente Michel Temer (PMDB) pagou em 2017 R$ 44 milhões em emendas individuais de parlamentares da bancada federal de Mato Grosso do Sul. Os três parlamentares que mais tiveram valores liberados foram os deputados federais Zeca do PT (PT), com R$ 8 milhões, Luiz Henrique Mandetta (DEM), com R$ 7,9 milhões e Vander Loubet (PT), com R$ 5,9 milhões, que votaram contra o presidente nos dois pedidos de investigação pela Procuradoria Geral da República.

Conforme dados do Senado Federal sobre a execução orçamentária do ano passado, foram apresentadas ao todo pelos deputados federais e senadores 159 emendas, que somam R$ 390 milhões. Desse valor, foram empenhados R$ 279 milhões, executado R$ 20 milhões e pagos R$ 44 milhões. R$ 20 milhões foram referentes a emendas apresentadas ao orçamento 2017, R$ 12 milhões parenteados em 2016 e  R$ 11 milhões presentados em 2015.

Zeca do PT foi o parlamentar com mais emendas pagas, totalizando R$ 8 milhões. O ex-governador de MS faz parte da oposição e votou contra todas as reformas enviadas pelo presidente e também para que fosse investigado. Em segundo, aparece Mandetta com R$ 7,9 milhões. O parlamentar votou pelas reformas, mas votou contra Temer nos votações pela investigação. Em terceiro em liberações aparece Vander Loubet, que tamb ém faz parte da oposição contra o presidente.

Juntos os três parlamentares representam 50% das emendas liberadas em 2017 pelo presidente, levando a crer que Michel Temer tentou convencer os deputados a mudar seus votos através do pagamento de emendas individuais, porém sem sucesso.

O senador Waldemir Moka (PMDB) é o quarto da bancada e o senador do Estado que mais teve emendas pagas, totalizando R$ 4,2 milhões. Em quinto está a deputada federal Tereza Cristina com R$ 4,1 milhões.

Também fazendo parte da oposição, o deputado federal Dagoberto Nogueira conseguiu R$ 3,4 milhões em emendas individuais pagas. O deputado federal Geraldo Rezende teve R$ 2 milhões em emendas. O senador Pedro Chaves (PSC) teve R$ 1,5 milhão. O deputado federal Elizeu Dionizio (PSDB) 1,1 milhão. O atual ministro da secretaria de Governo Carlos Marun (PMDB) foi o parlamentar que menos teve emendas pagas, totalizando R$ 635 mil, apresar do governo ter empenhado R$ 11,1 milhões de suas emendas.

Na lista de emendas pagas em 2017 também aparece emendas apresentadas por parlamentares que não estão mais no exercício da função, como o ex-senador Delcídio do Amaral, que apesar de ter sido cassado em 2016, foi agraciado com R$ 2 milhões em emendas. O ex-senador Ruben Figueiró (PSDB) teve R$ 1,4 milhões de emendas ao orçamento de anos anteriores pagas.

O governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), também aparece na lista de emendas individuais pagas em 2017. Apresentadas quando ainda era deputado federal, foram pagos R$ 1,3 milhão. O deputado federal Fábio Trad (PTB) também teve emenda paga totalizando R$ 804 mil. O ex-deputado Antônio Carlos Biffi teve R$ 304 mil pagos em emenda. 

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