De invasores a bandidos, terreno da prefeitura vira transtorno para quem mora no Oscar Salazar

Denunciante diz que local foi destinado ao comércio, mas não há interessados

11 MAR 2018Thiago de Souza07h00min
Terreno virou transtorno para população do Oscar SalazarFoto: Repórter Top

Um terreno da prefeitura de Campo Grande, que fica na rua Rosa Maria Lopes Contos com a Adília Gomes Araújo, no residencial Oscar Salazar, virou motivo de transtornos aos moradores da região. O local já foi alvo de invasores, serve de esconderijo para criminosos e de criadouro para insetos e para o mosquito da dengue.

O denunciante, que está há mais de dez anos no bairro, diz que o local é destinado ao comércio, mas como a região é de baixo poder aquisitivo, não há interessados e, por consequência, continua abandonado.

''Os invasores cercaram ele, mas a Emha [agência de habitação] os tirou. A cerca até hoje está lá'', denuncia.

Outro transtorno relatado pela vizinhança é quanto ao mato alto. ''Os terrenos só são limpos quando os moradores colocam fogo. Daí vem aquela fuligem na casa de quem mora perto'', desabafou o reclamante.

A indignação de quem reclama é o descaso da prefeitura justamente com um terreno que pertence a ela. Áreas próximas e que não são limpas acabam sendo multadas.

'Por que eles também não são multados?' questiona a vizinha.

Terreno já foi ocupado por invasores, diz denúncia. (Foto: Repórter Top)

Insegurança

O morador diz que o índice de roubos e furtos no local é alto, já que o terreno serve de abrigo para usuários de drogas. Ele relata que há um ponto de ônibus bem em frente e passageiros precisam descer em grupo e à vista de familiares para não serem vítimas de violência.

''Além disso, o poste em frente ao ponto não funciona. Até antena de internet de uma casa já levaram'', acrescentou o contribuinte.

Conforme a denúncia, crianças do bairro não podem nem brincar na região, já que a praça que fica no fundo do Ceinf está tomada pelo mato.

Mato e escuridão atraem bandidos, diz morador. (Foto: Repórter Top)

Pedido

Conforme a vizinhança, o pedido para limpeza já foi feito ao representante dos moradores, mas diz não saber se elas realmente chegam ao poder público.

Entramos em contato com a prefeitura da Capital e aguardamos resposta.

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