Cristiano Ronaldo chegou ao tribunal sorridente, assumiu fraude fiscal e saiu

Eleito cinco vezes melhor do mundo, CR7, foi condenado a pagar uma multa de 18,8 milhões de euros por fraude fiscal

22 JAN 2019Da redação / JN Portugal11h41min
Foto: Sergio Perez / Reuters

O melhor jogador do mundo, Cristiano Ronaldo, chegou ao tribunal de Madrid, na manhã desta terça-feira, sorridente e ao lado da companheira, Georgina Rodriguez. De lá saiu, menos de uma hora depois.

O jogador compareceu para ser ouvido às 10h, no âmbito da condenação ao pagamento de uma multa de 18,8 milhões de euros por fraude fiscal, na Audiência Provincial de Madrid.

Cerca de uma hora antes da chegada de Ronaldo, a Polícia Nacional da Espanha colocou barreiras de segurança e criou um corredor de acesso à entrada do tribunal, de forma a garantir a passagem de Cristiano sem incidentes, depois de ter sido rejeitado um pedido do português a solicitar a entrada pela garagem, para evitar a multidão.

"Tudo perfeito", se limitou a dizer CR7 durante a passagem, ladeado por centenas de jornalistas e fãs. A audiência, como previsto, foi curta. O jogador saiu e de forma rápida se dirigiu até ao carro que o transportou, onde atendeu os fãs e deu alguns autógrafos.

CR7 reconhece fraude fiscal e paga multa

O futebolista português reconheceu culpa de quatro crimes de fraude fiscal e acordou pagar uma multa de 18,8 milhões de euros, escapando a uma pena de prisão de 23 meses.

Uma fonte do tribunal confirmou a assinatura do acordo pelo jogador da Juventus de Turim. O acordo permite fechar o processo judicial aberto contra Cristiano Ronaldo por não ter pago os impostos sobre rendimentos recebidos dos direitos de imagem quando jogava no Real Madrid.

Ronaldo foi acusado de ter, de forma "consciente", criado empresas na Irlanda e nas Ilhas Virgens britânicas, para fraudar o fisco espanhol em cerca de 14.768.897 euros, cometendo quatro delitos contra os cofres da Espanha, entre 2011 e 2014.

O tribunal requereu a presença do futebolista português, não aceitando que o acordo fosse assinado por procuração.

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