Fla tem maior receita do ano com bilheteria na final contra o Cruzeiro no Maracanã

Desconto com aluguel e outras despesas tiram mais de R$ 2,5 milhões de arrecadação

9 SET 2017Globo Esporte17h28min
Foto: André Durão

A primeira partida da final da Copa do Brasil, contra o Cruzeiro, representou a maior arrecadação do ano para o Flamengo. Dos R$ 7 milhões de bilheteria, o Rubro-Negro ficou com R$ 4,3 milhões - R$ 3,6 milhões, com desconto de R$ 648 mil de penhora para atender acordos trabalhistas. Entre aluguel, operação e taxas da Ferj e outras, as despesas ficaram em R$ 2,5 milhões.

Os valores do borderô foram antecipados pelo blog "Chute Cruzado". O documento ficou disponível no site da CBF neste início de tarde de sábado.

Anteriormente, o jogo de maior arrecadação, também no Maracanã, foi na estreia da Libertadores: Flamengo 4 x 0 San Lorenzo. Naquela noite, dia 8 de março, a renda bruta foi de R$ 3,6 milhões.

O aluguel cobrado pelo Consórcio Maracanã foi de R$ 700 mil. Com o custo de operação da partida, as despesas já passavam de R$ 1,1 milhão - mais de 44% do total de descontos da renda bruta ao qual o Flamengo tem direito no antigo Maior do Mundo.

Nesta semana, ainda sem saber o futuro de uma nova licitação do Maracanã, o Flamengo deu pontapé inicial no antigo plano de estádio próprio. O clube assinou termo de opção de compra de terreno de 160 mil metros quadrados na Avenida Brasil, entre Manguinhos e Benfica, na zona norte do Rio.

O passo à frente do Flamengo, depois de incertezas sobre o caso Maracanã, é tanto estratégico quanto calculado. Na Gávea, a diretoria não quer ficar a mercê da vontade do governo de um estado em crise econômica e política.

Entre compra do terreno e construção do estádio, que teria capacidade de cerca de 50 mil pessoas, o clube estima investir mais de R$ 400 milhões.

Errata: o Flamengo ficou com R$ 4,3 milhões da renda bruta do jogo contra o Cruzeiro, e não R$ 3,6 milhões, como havia sido publicado anteriormente. O Rubro-Negro utiliza a penhora (neste caso, R$ 678 mil) para pagar acordos trabalhistas, por isso o valor é considerado lucro. A matéria foi publicada às 13h13 e corrigida às 15h43 deste sábado.

nando viana

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