Sul-mato-grossense encontra no tênis a paixão pelo esporte e vira destaque nacional

Com apenas 15 anos, Joaquim de Almeida já é o terceiro melhor jogador no ranking brasileiro

12 JAN 2018Diana Christie18h10min
Foto: Luiz Candido/Arquivo Pessoal

Com apenas 15 anos, Joaquim Almeida já é umas das promessas nacionais do tênis. Número 3 do Brasil e 22º no ranking sul-americano, o adolescente conta como surgiu a paixão pelo esporte ainda aos 8 anos, brincando com o irmão João Vitor, hoje com 19 anos.

“A paixão surgiu por conta do meu irmão, a gente jogava tênis na parede da nossa casa em Mato Grosso do Sul quando criança. Fomos batendo em paredão, eu gostei e, quando cheguei em Belém (PR), comecei a praticar”, conta.

Morando no Rio de Janeiro desde o ano passado, Joaquim cresceu em Campo Grande, mas só começou a carreira esportiva em Belém, onde conheceu o professor Mauro Klautau em uma academia local.

“Meu pai tinha uma empresa em Mato Grosso do Sul, mas ele recebeu uma proposta de emprego em Belém que era melhor pra gente. Todo mundo concordando, nós mudamos. Mas o interesse surgiu com meu irmão quando ainda estava aí [em Campo Grande]”, relata.

Joaquim participou de alguns torneios regionais e, ao 10 anos, começou a viajar para competições nacionais, quando ganhou o primeiro brasileiro. Aos 13 anos, ele já estava participando de disputas internacionais, onde conquistou a posição de 22º no sul-americano.

Entre as vitórias, no entanto, a mais especial foi na Bahia. “As condições não eram muito boas, muito sol, muito úmido e consegui me destacar mesmo com essas condições. Foi muito especial”, relembra.

Com 15 anos, Joaquim ainda precisa passar por duas categorias até chegar ao tênis profissional, que começa a partir de 19 anos. Mas ambicioso, ele já tem grandes objetivos a partir de agora. Quer ser o nº 1 do Brasil e se destacar no campeonato europeu.

Para isso, o jovem tem que se vencer competições que ocorrem em janeiro, no Equador. Mas uma coisa é certa, onde for, vai levar a bandeira de Mato Grosso do Sul. “Gosto muito daí ainda. Eu brincava muito, ia na Exposição, na Afonso Pena, Cidade do Natal, todo ano. A maior parte da minha infância passei aí”, finaliza.

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