VÍDEO: burocracia deixa jovem especial sem fraldas e alimentos e mãe apela aos 'bons corações'

'Ele vai comer o quê?', questiona a mulher, que sobrevive apenas com um salário mínimo

15 ABR 2019Thiago de Souza09h14min
Foto: Repórter Top

A mãe do Alisson Aparecido da Costa Souza, 20 anos, que sofre de paralisia cerebral grave, faz apelo por fraldas e alimentos essenciais a vida dele, já que a prefeitura parou de repassar os produtos. Até que um novo pedido à Justiça seja feito, a mulher - de baixa renda - questiona: ''ele vai comer o quê?''     

Ao TopMídiaNews, Waldirene Aparecida da Costa Souza, 36 anos, conta que uma decisão judicial lhe dava direito de pegar fraldas e suplementos alimentares na Secretaria Municipal de Saúde, em Campo Grande. Porém, foi avisada na quinta-feira (11), que deveria renovar o laudo e procurar novamente o Poder Judiciário.

Souza conta que, apesar da ordem judicial, muitos produtos não eram entregues, mas dependia muito de outros. Entre os itens que ela pegava - quando havia - estavam a maltodextrina, Nutren, fibra, leite desnatado ou leite de soja.

''Estava sentenciado que deveria fornecer até quando fosse necessário'', comenta Waldirene. Ela complementa dizendo que a fralda fornecida pela prefeitura não pode ser mais usada, já que teria causado fungos em Alisson.

Dieta prescrita para Alisson não é fornecida. (Repórter Top)

Há dois dias, Alisson recebeu alta do hospital, devido a uma infecção. No mais recente acompanhamento médico, houve acréscimo na dieta dele, como introdução de leite sem lactose e albumina. Esta última não consta na ordem judicial e por enquanto terá de ser comprada.

Outro problema enfrentado pela mãe é em relação à traqueostomia, essencial a vida de Alisson.

''Era para me fornecer a cada três meses, mas só recebi uma'', aponta a mãe.

Diante do problema, diz Waldirene, não resta alternativa a não ser apelar para ajuda alheia.

''Ele só come isso gente. Quem puder me ajudar com esses alimentos, eu agradeço muito. Se a pessoa não souber comprar ou não puder e quiser ajudar com dinheiro para que eu possa estar comprando eu compro e mando a nota. Estou pedindo pelo amor de Deus'', desabafou a mulher.

Quem quiser doar alimentos, fraldas ou dinheiro, pode entrar em contato com: 67 9 9209-1133 (Waldirene)

PC grave

Waldirene relembra que seu filho pode ter sido vítima de erro médico no parto, realizado na Maternidade Cândido Mariano. Um processo tramita na Justiça, mas ainda sem conclusões.

À assessoria da Prefeitura de Campo Grande questionamos se não é possível avisar os pacientes com antecedência da necessidade de renovar o laudo. Também perguntamos por qual motivo não há os itens necessários na lista, visto que trata-se de uma ordem judicial. Até o momento não houve resposta.

 

 

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