Defensor público de MS é condenado por integrar quadrilha que roubou meio milhão em joias

Decisão diz que ele deve perder o cargo exercido em Campo Grande

13 AGO 2019Thiago de Souza16h24min
Foto: Reprodução Agepen

O defensor Público em Mato Grosso do Sul, Carlos Eduardo Oliveira de Souza, 36 anos, foi condenado pela Justiça do Mato Grosso a nove anos e quatro meses de prisão, por participar do roubo de joias, avaliadas em R$ 550 mil. O caso ocorreu em 2005, na cidade de Campo Verde, onde as vítimas foram feitas reféns e agredidas.

Conforme parte do processo visível no site do TJMT, Carlos se associou a outros criminosos em 13 de dezembro daquele ano e premeditou o crime. Eles alugaram um carro exclusivamente para o assalto, onde um deles estava armado.

Na ocasião que a polícia desvendou o crime, Carlos foi preso, mas solto em seguida para responder o processo. Lídia Nunes Dantas e Laurencio Francisco da Silva também foram condenados na ação penal. A condenação dele e dos outros réus é datada de 5 de agosto deste ano.

Pesou também na decisão da juíza Caroline Schneider Guanaes Simões, da 3ª Vara Criminal de Campo Verde, o fato dos criminosos estudarem a estrutura da residência das vítimas. Além disso, o grupo de Carlos manteve vítimas reféns por uma hora e meia, tempo superior usado para levar os produtos valiosos do local.   

A juíza do caso também assinalou que o valor devolvido às vítimas é ínfimo em relação ao que foi roubado , por isso, não considerou o ato como atenuante.

Perda do cargo

O defensor público foi condenado também à perda do cargo, que é exercida em Campo Grande. A magistrada destacou que a conduta adotada pelo réu é incompatível com a função dele.

Carlos deverá cumprir a pena, inicialmente, em regime fechado. Mas como respondeu o processo em liberdade, ele segue assim enquanto apela da decisão.  

Deixe seu Comentário

Leia Também