COLUNA

Top Pipoca com Pedroka

Pedro Martinez

Os Mutantes 50 anos

Revolução

18 JUL 2019 09h59min

Top Pipoca com o Pedroka relembra momentos marcantes também.

 O primeiro disco dos Mutantes faz 50 anos este mês. Inovador e irreverente para a época, o trabalho de 1968 uniu, de forma genial, a MPB e o rock. Além disso, a banda gravou experimentalismos sonoros e técnicas de estúdio arrojadas até mesmo para os dias de hoje.

Formado por Rita Lee e os irmãos Arnaldo Baptista e Sérgio Dias no bairro da Pompéia, na zona oeste de São Paulo, os Mutantes surpreenderam o mundo com o disco homônimo de estreia.

 A abertura do álbum com Panis Et Circenses é impressionante. Trazendo metais a la Beatles, a faixa composta por Caetano e Gil entrou também no "álbum-manifesto", Tropicália ou Panis et Circenses. Já Baby, gravada no mesmo disco tropicalista por Gal, ganhou cores psicodélicas na releitura do grupo.

A produção de Manoel Barenbein e arranjos de Rogério Duprat extrapolou os limites da inventividade. Le Premier Bonheur do Jour traz nada mais do que uma bomba de inseticida simulando instrumento musical, enquanto Rita docemente canta em francês. E a viagem sonora não para por aí.

O groove de violão contagiante de A Minha Menina, de Jorge Ben Jor, vem acompanhado dos solos de guitarra atômicos de Sérgio Dias, que ainda faz dueto vocal com o genial multi-instrumentista Arnaldo.

Os Mutantes também foram destemidos revendo canções regionais com jeitão rock'n'roll, enfrentando o purismo cultural que restava na época. Um exemplo disso é a regravação de Adeus, Maria Fulô, de Humberto Teixeira e Sivuca.

Hoje em dia, mesmo com os integrantes vivendo carreiras separadas (Sérgio continua com o grupo), o nome Mutantes ainda é sinônimo mundial de revolução e qualidade musical.

Obrigado deuses e deusas do Rock!!!


5 pipocas!

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