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Pedro Martinez

Toy Story 4: novo fôlego à franquia...

Carisma e Fôlego

27 JUN 2019 08h28min

Toy Story é inevitavelmente uma das franquias mais especiais. Desde o lançamento do primeiro, lá em 1995, a animação conquistou crianças e adultos mesclando leveza com aprendizados importantes a todos. E além do humor único, têm personagens memoráveis que conseguiram acompanhar uma geração. Seu antigo personagem central, Andy, cresceu junto com os fãs; não há como negar.

Lá em 2010, em Toy Story 3, vimos que Andy se tornou um adolescente prontissimo para a faculdade e a partir daí seus amigos foram para uma nova casa, na posse de outra criança, a pequena Bonnie. 

A despedida de Andy e a chegada de Bonnie pareciam ser o final perfeito para Woody, Buzz e companhia né? Errado. Agora em um novo lar, os brinquedos ganharam uma nova oportunidade de fazer outra criança feliz, sem mais o antigo risco de ficarem esquecidos no fundo de uma caixa, acumulando pó. 

Agora a história se afasta um pouco daquela que já conhecemos porém ainda mantém o frescor do seu início. Quando reencontramos o grupo nesse Toy Story 4 o cenário não é muito idealista - pelo menos não para todos eles. 

Acompanhar a nova garotinha é quase uma viagem no tempo e nos faz lembrar de Andy quando ainda tinha aquela empolgação de criança que acaba de ganhar um brinquedo novo e que chora quando eles somem; ou enjoa de uns e se apega mais a outros. Essa é uma das realidades idealizadas do filme.

Por outro lado agora, até então acostumado a ser o brinquedo número 1 preferido, Woody não tem mais o mesmo significado para Bonnie e passa ser quase um reles acessório eventual nas brincadeiras costumeiras. Tanto que antes quem liderava era ele, o cowboy, e agora esse papel está nas mãos da boneca Dolly. Mesmo com tudo mudado ele nunca renuncia a sua missão de fazer a garotinha feliz; nem mesmo quando o novo preferido dela, o Garfinho, surge. Woody acaba tendo que convencer o inesperado amigo a se ver como mais do que apenas lixo. Nisso o cowboy se vê entrar de cabeça em uma jornada de autodescobrimento, não só para ajudar o recém novo chegado brinquedo, como também para entender seu novo propósito de vida.

É brilhante a ideia de tornar Woody o personagem principal aqui nessa história em que ele se frustra por não ser mais o protagonista na vida de Bonnie. E vamos combinar né, só Toy Story consegue transformar uma trama introspectiva densa em algo tão leve quanto nesse filme. A parceria Woody & Garfinho rende momentos hilários. Se explora muito bem a comédia com a inocência de um talher entrando no universo dos brinquedos "raiz". Tudo faz rir um pouco, mesmo nos outros arcos narrativos - seja na busca constante de Buzz por sua voz interior; na autoestima ferida da vilã Gabby Gabby ou no enfoque do carismático Duke Caboom -, o drama e o humor têm total sintonia aqui. Mas acredite, o mérito das diversas piadas não é o riso por riso não (inclusive a dublagem brasileira está maravilhosa), longe disso. Na verdade esse humor é usado para gerar mais empatia e identificação. Tanto que para mim, em Toy Story 4 o pública estará diante, mais uma vez, de uma experiência encantadora no cinema. Eu garanto!

AH! E não posso deixar de comentar que a franquia aproveitou também para explorar mais um pouco uma personagem meio esquecida por ser somente fofinha e interesse amoroso de Woody, a Betty. Enquanto uns personagens estão angustiados e outros perante a impasses, ela é a única que tem certeza absoluta de quem ela é e quais são seus objetivos. Ela do nada assume o papel de líder e guia a turma toda, garantindo perfeitos momentos de ação e, principalmente, o girl power. Sem falar dos divertidos e, malucos, Coelhinho e Patinho: dois lunáticos, minha gente!

Toy Story 4 vem para provar de vez que a franquia está muito bem, obrigado, e ainda há carisma e fôlego de sobra para a mesma. Até porque NUNCA que iremos dizer adeus a esses nossos velhos e queridos amigos de infância.

5 pipocas!


Em cartaz nos cinemas!

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