La Casa de Papel: Operação desmantela quadrilha liderada por 'professor' da bandidagem

Ao todo, 25 pessoas foram presas em flagrante; crime contava com tutoriais para furtos a bancos

14 MAR 2019Nathalia Pelzl16h43min
Foto: Wesley Ortiz

Na manhã desta quinta-feira (14), foram cumpridos 10 mandados de prisão e dois de busca e apreensão na última fase da Operação Phanton- PCC, desencadeada pelo Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros).

O objetivo é desmantelar uma quadrilha composta por membros do PCC (Primeiro Comando da Capital), onde os envolvidos eram especialistas em furtos de agências bancárias.

Instaurada em outubro de 2018, após 30 ações de furtos, onde apenas três foram consumadas, as investigações levaram a Melrison da Silva, preso em 2015, no Mato Grosso. Ele furtava agências bancárias cortando os caixas  e desativando os alarmes. Antes conhecido pelo apelido de 'carinha', ele passou a ser chamado de ‘professor’, inspirado em série da Netflix, La Casa de Papel, por ensinar o método para outros presidiários e pessoas que executavam a ação.

(Foto: Wesley Ortiz)

Segundo o delegado Fábio Peró, do presídio, Melrison fazia vídeos e espalhava pelo WhatsApp, ensinando como realizar o furto, desde a entrada no local até o uso de uma manta para se rastejar até o corte dos caixas.  

O delegado contou que, além de Campo Grande, foram realizados furtos no Paraná, São Paulo, Acre e Nordeste.

Ao todo, 25 pessoas foram presas em flagrante, sendo 10 na manhã de hoje (14). Dois mandados foram cumpridos sendo em Chapadão do Sul, onde foram apreendidos 10 quilos de maconha. Na Capital, um dos envolvidos foi preso no bairro Guanandi com 30 gramas de pasta base.

(Foto: Wesley Ortiz)

O delegado João Paulo Sartori explicou que, para desviar atenção de si, ‘professor’ contava com quatro comparsas, sendo dois da colônia penal e dois da Máxima, que eram os intermediários das ações.

São eles: Alexsandro Melo Balbueno, vulgo 'flamenguista',  Lucas da Silva Xavier, ‘dentinho’,  Xavier do Santos, ‘2K’ e Rafael Azevedo da Silva.

A quadrilha esperava os finais de semana e feriados prolongados para agirem nos caixas eletrônicos, no entanto, durante a semana, passaram a ter como alvos outras instituições de movimentação intensa, como farmácias, inclusive uma Drogasil.

Sartori destacou o apoio do Ministério Público na Operação, além do Batalhão de Choque e da Delegacia de Chapadão do Sul.

Para evitar que a ação dos meliantes, a equipe policial vai buscar a transferência do ‘professor’ para o presídio federal.  

(Foto: Wesley Ortiz)

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