Policial militar que matou bioquímico em sala de cinema está em liberdade

E segue trabalhando administrativamente na Polícia Militar Ambiental em Dourados

14 AGO 2019Redação07h37min
Foto: Reprodução Dourados News

O policial militar Dijavan Batista dos Santos, 37 anos, responsável pela morte do bioquímico Julio Cesar Cerveira Filho, 43 anos, está em liberdade e trabalhando na Polícia Militar Ambiental em Dourados.

O habeas corpus foi concedido pela Justiça e agora ele responde em liberdade.  Durante as investigações, ficou entendido que o disparo aconteceu após a briga do polícia com o bioquímico. Ao todo, 20 testemunhas foram ouvidas. Em seu depoimento, o PMA relatou que estava acompanhado com os filhos, 14  e  10 anos, ao lado da vítima, quando houve o desentendimento, no dia 8 de julho.  

Ao entrar na sala, Dijavan teria encontrado Júlio em outro assento ao lado da filha adolescente, se acomodando e deixando um dos meninos ao lado do bioquímico. Durante a sessão, ainda de acordo com a defesa do acusado, a vítima teria provocado o filho do policial abrindo os braços e as pernas, fazendo com que ambos trocassem de lugar. 

Minutos depois houve nova discussão. Dijavan alega que foi agredido com chutes e socos. Logo depois, Júlio levantou alegando que sairia da sala e, segundo a ocorrência, deu um tapa no rosto do menino. O suspeito ameaçou chamar a polícia e foi atrás da vítima. 

Na escadaria da sala de cinema, Júlio interpelou e puxou a camisa do policial. Em seguida o militar sacou a arma, pistola.40, e se identificou, momento em que a vítima foi para cima dele tentando pegar o objeto. Os dois entraram em luta corporal e caíram, momento em que ocorreu o disparo, conforme a defesa, acidental. O tiro atingiu Júlio no peito e transfixou o pescoço. 

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