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Marquinhos critica polêmicas de Bolsonaro e decreta: 'União vai matar municípios'

O gestor comentou que os municípios estão se afogando devido a crises políticas do governo federal

11 SET 2019Rayani Santa Cruz19h00min
Foto: André de Abreu

Em época de vacas magras, a crise econômica afeta os municípios brasileiros e muitos sequer conseguem manter pagamentos e funcionamentos de órgãos públicos. Não é o caso de Campo Grande, que apesar das dificuldades, trabalha dentro limite.

Mas não é de hoje que o prefeito Marquinhos Trad (PSD) vem se queixando pela falta de auxílio do Governo Federal e liberação de recursos. Para ele, além da crise econômica, polêmicas na política contribuem para o saldo negativo aos municípios.

“Eu sempre falei que a União vai matar os municípios. Hoje 80% dos municípios brasileiros estão endividados e não podem sequer apresentar projetos nos programas que estão lançando. Até agora não houve nada de liberação. Recebemos um retorno de gastos que tivemos na época da dengue, do Ministério da Saúde, de R$ 9 milhões e pouco. Eles devolveram o que autorizaram na epidemia”, comentou.

O prefeito explicou, por exemplo, que recursos utilizados na Ernesto Geisel atrasam com frequência. O BID (banco Interamericano de Desenvolvimento), que não é de Brasília, foi essencial para obras como o Reviva Centro, mas é dinheiro estrangeiro. 

Obras de pavimentação como as do Nova Lima, Nova Bahia e algumas avenidas são valores em dinheiro pré-contratualizados de gestões anteriores destravados pela administração, segundo o prefeito.

As lâmpadas de LED e as reformas do Emeis são provenientes de dinheiro dos impostos pagos pelos campo-grandenses.

Crises políticas sequenciais

O prefeito afirmou que o Governo Federal teve várias crises políticas desde a posse do presidente Jair Bolsonaro (PSL) e todas as tentativas de captação de recursos praticamente foram frustradas.

“As vezes que eu estive em Brasília, sempre tem uma questão que o Ministério todo está em alerta e eles não conseguem dar sequência. Primeiro, o problema do ministro Sérgio Moro em mensagens vazadas, depois a questão da indicação do Eduardo Bolsonaro para embaixada, depois uma briga que ele [presidente Bolsonaro] teve com ministros, se tira ou não tira, agora é a Amazônia. Brasília tem que ser mais Brasil e menos Brasília”.

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